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A busca por uma psicanálise e o tratamento

Busca-se uma análise ao deparar-se com uma pedra no meio caminho, um incomodo, uma inquietação, um sofrimento ou uma perda. Algo que faz a pessoa questionar-se sobre si ou sintomas despontam - por vezes são até mesmo diagnosticados por um médico. Assim, também busca-se análise quando um profissional faz um encaminhamento apontando a necessidade de um espaço de cuidado.

Ao chegar à análise, o paciente é convidado a falar tudo que lhe vier à cabeça: mergulhar em suas ideias, fantasias e sonhos; repetir-se; cometer lapsos, chistes (fazer brincadeiras de linguagem) e atos falhos. Enquanto, o psicanalista acolhe suas falas, sem preconceitos, sem “certo ou errado”. Ele orienta o paciente - por meio de sua escuta e apontamentos - à percorrer o mapa de si revisitando suas construções, obstruções e os afetos presentes nestas. Assim, o, agora paciente, esculpe esta pedra, que um dia lhe assombrou. Tal percurso é o mesmo nos atendimentos infantis ainda que a comunicação nestes possa ser feita de forma mais lúdica.


No decorrer do processo são feitas descobertas e novas construções. Chegam os ganhos terapêuticos e o próprio paciente pode decidir, conforme sinta-se pronto, o momento de encerrar o processo. Desta forma, a duração de uma análise é algo particular, do mesmo modo que o é, a questão que levou cada um à sua análise.

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